Orçamento de anúncio não deveria sair de uma sensação. Deveria sair de uma conta que qualquer pessoa consegue refazer no papel. É o que este texto tenta entregar.
Antes de qualquer número, defina a meta. Vender mais? Lotar a agenda? Conseguir contatos para a equipe comercial ligar? Cada objetivo muda o formato da campanha e o valor que faz sentido investir. Meta vaga produz orçamento vago.
A conta que evita prejuízo
Existe um número que todo anunciante deveria saber de cabeça: quanto cada real gasto em anúncio precisa trazer de volta em venda para você não perder dinheiro. No mercado esse indicador se chama ROAS, sigla em inglês para retorno sobre o investimento em anúncio. Traduzindo: quantos reais em venda cada real de anúncio gerou.
A conta do mínimo é curta. Divida 1 pela sua margem líquida. Se sobram 25 centavos de cada real vendido, sua margem é 0,25, e 1 dividido por 0,25 dá 4. Ou seja: cada real de anúncio precisa trazer pelo menos R$ 4 em venda só para empatar.
| Margem líquida | Cada R$ 1 de anúncio precisa gerar |
|---|---|
| 10% | R$ 10 em venda |
| 20% | R$ 5 em venda |
| 25% | R$ 4 em venda |
| 40% | R$ 2,50 em venda |
| 50% | R$ 2 em venda |
Olhe essa tabela com atenção antes de reclamar do custo do anúncio. Um negócio de margem 10% precisa de um desempenho dez vezes melhor que o empate para lucrar de verdade. Muitas vezes o problema não está na campanha. Está no preço.
Do objetivo ao valor diário
- Defina quanto você aceita pagar por cliente novo. Saia da margem: se uma venda deixa R$ 160 e você aceita gastar até R$ 45 para conquistá-la, esse é o seu limite.
- Calcule quantas vendas precisa para bater a meta. Meta de R$ 16 mil com ticket de R$ 400 dá quarenta vendas.
- Multiplique. Quarenta vendas a até R$ 45 dão R$ 1.800 no mês, ou R$ 60 por dia.
- Comece abaixo disso. Rode duas semanas com uma fração do valor só para aprender como o público responde.
- Ajuste antes de crescer. Só aumente quando o custo por venda estiver dentro do limite que você definiu no passo 1.
Como dividir a verba entre canais
Não existe divisão universal, mas existe uma lógica. Uma parte da verba vai para quem já está procurando o que você vende, porque essa pessoa está perto de comprar. Outra parte vai para quem ainda não te conhece, porque sem isso a primeira fonte seca.
- Quem já procura · 50%
- Quem ainda não conhece · 30%
- Quem já visitou · 20%
| Categoria | Parte da verba | % |
|---|---|---|
| Quem já procura | 50 | 50% |
| Quem ainda não conhece | 30 | 30% |
| Quem já visitou | 20 | 20% |
Ponto de partida para ajustar com os resultados, não regra. Negócio de compra por impulso costuma inverter as duas primeiras fatias.
A terceira fatia é a que mais gente esquece. São as pessoas que já entraram no seu site e foram embora sem comprar. Falar de novo com elas costuma custar bem menos do que conquistar alguém do zero, porque metade do caminho já foi feita.
O que acompanhar para decidir aumento
Controlar gasto sem olhar resultado é só uma forma organizada de perder dinheiro. Quatro números resolvem a maior parte das decisões, e o próximo artigo desta série explica cada um com calma.
- Quantas pessoas viram e quantas clicaram, que mostra se o anúncio está chamando atenção.
- Quanto custou cada clique, que mostra se o público escolhido é disputado.
- Quanto custou cada contato ou cada venda, que é o número que conversa direto com a sua margem.
- Quanto voltou em venda para cada real gasto, comparado com o mínimo da tabela lá em cima.
Uma última coisa. Orçamento não é decisão de janeiro que vale o ano inteiro. Ele acompanha a margem, a capacidade de atendimento e a época. Revisar a cada trimestre custa uma tarde e evita meses gastando errado.
Quer montar esse orçamento com os números do seu negócio?
Compartilhe sua margem aproximada, seu ticket médio e a meta do próximo trimestre. A Arvoris monta a conta junto com você e organiza o próximo passo.
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